Tímon de Atenas (Shakespeare)
Uma história relatada contra um mundo de injustiça e amargura.
Tímon de Atenas é uma narração de desprezo transformada em pura indignação. E longe de nada significar, significa traição, vileza, ódio, hipocrisia e engano...
Tímon, um homem rico de Atenas que humildemente gastou todo seu dinheiro com seus amigos. quando via um deles pressionados pelos seus credores lhes pagava as dívidas. Quando alguns deles se casava os ajudava em sua nova vida. Quando oferecia grandes festas agadava-lhes com belos presentes, dinheiro e jóias. Porém seu criado sempre o advertia que sua generosidade o levaria a miséria. No entanto convecido de si mesmo pelos seus gestos de benevolência e acomodado pelos seus recursos não atentava as advertências de seu criado. Continuou gastando seu dinheiro com os amigos, até que, a recíproca de seu criado se tornou verdadeira, acabou na miséria, sem nada.
Quando a necessidade apertou e seus credores começaram a apertá-lo não passou em nenhum momento em sua cabeça que seus amigos o abandonasse e que o deixaria de socorrê-lo. Porém a real verdade fora contrária, um a um de seus amigos o rejeitara para dar alguma assistência, cada qual com uma desculpa menos cabível que a outra.
Tomado pela cólera e decepção, matutou uma vingança contra eles. Proporcionou mais uma daquelas festas como de costume e, convidou-os, só que desta vez ao invés de oferecer um banquete, serviu somente pratos com água quente. Antes mesmo que os "afáveis lobos", a quem por muito tempo os chamou ingenuamente de amigos pudesse se recompor do choque, jogou lhes água quente em seus rostos e atirando-lhes os pratos e expulsando-os de sua casa.
Após a amarga experiência de como é perigoso a atitude altruísta em um mundo egoísta, retirou-se da cidade e fora habitar em uma caverna na floresta. Ali descobriu que os animais tido com irascíveis eram mais tratáveis que os "animais denominado homens". Certo tempo quando cavava junto a entrada de sua caverna à procura de alguma raiz para se alimentar, encontrou ouro, "essa avareza que aprisiona o homem em uma eterna servidão desse produto amarelo". Mas para ele esse valor avaro tiha perdido por completo o sentido. O que lhe manifestava a despeito disto era apenas um grande desprêzo. Voltou a enterrá-lo e apenas ficou com algumas moedas para desprezar contra os "desprezáveis".
Essa descoberta, ao ser manifesta, ocorrera que vieram os cidadãos de tudo o que é canto de Atenas procurá-lo em sua caverna. Todos os tipos de pessoas, poetas, médicos, ladrões, políticos, prostitutas, pintores, mendigos, cada qual mais ambicioso do que o outro para reconcilar-se com Tímon. Concede a cada um um pouco de de ouro e após, como que um deus vingador, manda-os embora a gastá-lo nas destrezas de suas avarezas de sua cidade. Diz ele: " idê! Roubai uns aos outros. Há mais ouro. Matai degolai. Todos quantos encontrardes são ladrões. Saqueai os estabelecimentos de Atenas, que só roubareis de ladrões".
Para Tímon todos eram uma caterva de ladrões. Todos, com exceção de um homem; seu criado Flávio, que sempre esteve ao seu lado nas horas de angústia. Este gesto fiel de seu criado o convence que ainda existe alguma pequena confiabilidade e generosidade no mundo.
A história de Tímon de Atenas contempla um lado da vida que a remete em um grande "lago" de desespero e frustração. A vida perde totalmente o sentido. Nada no mundo passa a ter valor. A ingratidão e a traição é um golpe fatal. Sua vontade no entanto após diversas decepções era destruir e reconstruir um mundo de verdadeiros amigos. Seu fim porém, se dá na imensa perplexidade e desilusão pela vida, acaba se suicidando porque não suporta o descaso da desumanidade do homem para com o homem. Abre sua própria cova à beira mar e dá cabo ao pesadelo de sua vida.
"Melhor festejar os agradecidos vermes debaixo da terra do que os animais de de duas pernas que rastejam em cima".


