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meditação

Acepções do Belo

01:17, Posted by Cleber Augusto, No Comment

O conceito de belo (to kalón) teve, na cultura e na filosofia grega (séc a.C.), implicações morais e intelectuais que condicionaram o alcance do seu sentido estético...



Acepções de belo
Foram três as acepções fundamentais do belo que prevaleceram entre os gregos: estética, moral e espiritual.

Estético: No sentido estético, o belo é a qualidade de certos elementos em estado de pureza, como sons e cores agrádaveis, das figuras geométricas regulares,das formas abstratas, como a simetria e as proporções definidas, a qualidade, enfim, de toda espécie de relação harmoniosa. A beleza dos elementos puros repousa na sua adequação aos sentidos, sobre tudo à vista e ao ouvido.
Belo é o que agrada ver e ouvir.
O agrado estético, prazer de ordem superior, decorre mormente da atividade privilegiada desses dois sentidos, de natureza intelectual, a vista e o ouvido que estariam mais próximos da essência imaterial da alma.

Espiritual: A fruição da beleza, que participa tanto da inteligência quanto da sensibilidade, afeta moderadamente a alma (...) o verdadeiro prazer (belo), é inseparável da medida e da contenção, virtudes impostas pelas faculdades superiores da alma.

Moral: Na acepção moral, o belo é tido como o equílibrio das almas, que conseguem manter-se em perfeita harmonia consigo mesmas, a igual distância da vitrude e do vício, ocupando o meio termo da moderação, que constitui, a medida do bem.
O significado das três acepções analisadas, que se ligam entre si como facetas de um prisma, é a excelência e o grau de perfeição desejáveis nas coisas exteriores, na conduta e no conhecimento. Por isso é que a beleza, exteriorizando essa perfeição que o homem tende a alcançar, como ser racional que é, constitui fonte de prazer para os sentidos e para a inteligência, índice da vida feliz e alvo de louvores.
É facíl perceber que entre essas três espécie de beleza, a estética, que depende de condições sensíveis e formais, a moral, que se refere ao estado da alma, e a espiritual ou intelectual, do conhecimento teórico, existe uma relação (...), a estética, provocando um prazer moderado, ajusta-se ao equílibrio das faculdades superiores da alma, por ela estimulado; e é esse equílibrio, a beleza na acepção moral. Por sua vez, a beleza moral tende-se a contemplar-se na contemplação da verdade, estado que, para os filósofos é aquele que condiz com a natureza racional do ser humano.

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