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meditação

13:26, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Filosofia e como compreendê-la

Professor: Cleber Augusto
E-mail: Cleberfilosofo@yahoo.com.br



A leitura e compreensão da filosofia não é tarefa das mais fáceis, ela possui características que lhe é própria e essencialmente sua. Porém tentarei dentro das minhas limitações e possibilidades explicitá-la de modo mais acessível ao entendimento.
A príncípio a filosofia como disciplina tem como objetivo despertar em seu interlocutor o senso crítico, para isso no entanto se faz necessário uma abertura ao diálogo. E como para que possa existir qualquer tipo de diálogo ambos tem que ceder, ouvir e falar, essa é a noção básica de que se precisa para um diálogo filosófico como disciplina...
Quando se fala de filosofia como disciplina se trata de apreendê-la no sentido mais genérico possível, ou seja, formulá-la não em seu strito-senso, com suas propriedades e linguagem específica, e sim numa certa narração comentada com aspectos de linguagem cotidiana. É o que se chama de; abordagem teórica. (Também tem que se entender que se for abordá-la de maneira pura, não tem como escapar de toda sua complexidade, tem que estudar de forma strita, isto é, com todas as suas características e propriedades).
A prática da filosofia se consiste no querer conhecer, no querer transformar, no querer se libertar... Mas, conhecer o quê?, transformar o quê? e libertar-se do quê?!!!!. Estás são as essenciais para uma introdução à filosofia e seu caminho para seu entendimento. O conhecer se dá a partir de uma interpretação da realidade que é totalmemente (pelo menos deveria ser), subjetiva, operando através da percepção que se tem do Mundo. Nada passa desapercebido pela percepção; "pode-se até passar", porém se isto acontecer é a hora de a filosofia entrar em "ação". Como?. Começando por uma transformação de si mesmo, ou seja, deixando certos conceitos, opiniões, crentices e "certezas" adquiridas não por si mesmo, mas dada como que pronta e inquestionável. Seria como que se fosse descarregar uma mala que não é sua, e que durante muito tempo se carregou e quando chegou a um certo "destino" descobriu-se que aquela mala pesada que se carregara por tanto tempo não é sua... tendo que percorrer novamente o caminho de volta para a troca da mesma. Neste caminho de volta suscita uma necessária transformação de si mesmo. Imagine, caminhar durante muito tempo com uma bagagem pesada e, quando menos se tem ideia, em seu destino final a bagagem não é sua...!. Frustração não?!. Não. Isto ainda não é frustração, isto é o não conhecer sua própria bagagem e muito menos seu próprio destino, simplesmente se apoderara de uma bagagem que nem ao menos se dera o capricho de certificar-se se era a sua, e um destino que nem mesmo fora o que se escolhera, apenas o seguiu. Acontecimentos como como estes está comumente em nossa realidade, pelo menos em boa parte dos indivíduos que se projetam em somente ter (bagagem), e não arrumar a própria bagagem com o seu peso ideal e destino certo.
A filosofia tem papel primordial neste sentido, pois é por ela que se dá uma nova rota em sua navegação e destino, isto é, transformação e mostração de novos conceitos. É a partir do despeito próprio que as transformações começa querer conhecer de fato aquilo que supostamente e erronêa se afirmara durante muito tempo. O conhecer é portanto a reflexão e transformação de si mesmo causado pela" realidade irreal" que passara pelo o não conhecer de si mesmo, ou seja, na verdade se pensara que estava carregando e, no entanto estava sendo carregado não se sabe por quem e nem para onde.
O não conhecer apesenta suas consequencias negativas, que dependendo pode ser irreversíveis, isto é, causa-lhe frustração. Frustração entende-se essencialmente em casos com estes como um não encontrar-se, um não identificar-se, o não conhecer, ou seja, um total feixe de reações inteiramente "sequelado". A frustração é quando se dá por si que percorrera um caminho até certo destino e, este (destino) é desconhecido e, no entanto percebe-se que terá que voltar tudo de novo o que percorrera, ou seja, caminhar o dobro para poder se encontrar e libertar-se da bagagem e destino que não fora o que escolhera e sim algo que lhe fora dado, pronto e inquestionável.
Do pressuposto da filosofia, a realidade é apresentada como verdade universal, onde todos devem aceitar como algo natural e imutável sua ocorrência. No entanto a compreensão da filosofia e da própria compreensão da realidade se dá através da não aceitação das coisas como certas e prontas. Trata-se de fazer uma reflexão e, a partir desta questionar para encontrar as contradições que se apresenta. O filosofar se dá no sujeito a partir do não conhecer, engendrando o senso crítico, este se apresenta através da leitura (muita leitura), leitura esta que analogamente falando é como um diálogo com alguém sábio que conhece e orienta, repleta de conteúdo, que preenche e liberta, e não uma leitura supérflua, vazia e dotada de aspectos de auto-ajuda; (Caras,Paulo Coelho,Contigo, Horóscopo,Crepúsculo...), e muitas outras que tem conteúdo, porém conteúdo vazio que não acrescenta nada. Diálogos como estes é a mesma coisa que conversar com um ignorante, a conversa não dura trinta segundos.
É por isso que a filosofia se torna mais complexa do que ela mesma é, ou melhor dizendo os indivíduos à tornam mais complexas, pois quando se deparam com ela (filosofia), não entendem porque estão sobrecarregados de "bagagens" que não são suas e não fazem o minímo de esforço para descarregar-se e libertar-se delas. São covardes que preferem viver acorrentados e presos a um sistema que o subordinam, à buscar seu verdadeiro destino e conhecer sua própria "bagagem". Leia, confira, questione, cobre, e por mais que a filosofia possa parecer complexa, mesmo assim você a entenderá, pois você estará liberto do senso comum, opiniões, ideologias e ilusões, alcançando senso crítico apurado, evitando ser objetificação do outro, ou melhor...evitando não ser um nada.

Filosofia

08:00, Posted by Anônimo, No Comment

A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.

Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).