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meditação

Leviathan

01:05, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Leviathan (Thomas Hobbes)

Os homens vivem em sociedade instintivamente ou por necessidade?

Hobbes afirma que a espécie humana, ao contrário do animal não existe sociabilidade instintiva. Entre os homens não existe amor natural e sim uma intemperança com um certo misto de temor e necessidade que desencadearia em uma incontrolável violência não fosse a intervenção do Estado.
Segundo Hobbes o papel do Estado é disciplinar toda sociedade humana, com capacidade de eximir qualquer possibilidade que possa sustentar a vontade pessoal, por isso faz-se necessário que o Estado seja soberano, absoluto e poderoso, isto é, os homens teriam apenas o papel de sujeição ou subordinação ao poder estatal.
O homem não é um animal social como os outros animais tais como a formiga ou a abelha, por instintiva sobrevivência uma pela outra, formando uma verdadeira "sociedade", mas sim uma sociedade que conhece e faz guerra, pelo simples fato de estarem sempre em contínua disputa pela honra e status, engendrando assim entre eles a inveja e o ódio eclodindo gerras. Hobbes sustenta que o bem comum para o homem é o mesmo que o bem indivídual, sempre buscando o bem comum, ou seja, o bem do indivíduo tem que ser o mesmo que o meu, isso seria uma espécie de egoísmo natural prório do homem. Sua satisfação está em comparar-se com os outros homens.
Também faz parte do homem considerar-se como muito sábio, no entanto entre eles mesmos há os que se julgam mais sábios ainda que os demais com capacidade superior de governar, usando-se da razão para fazer suas implicações e críticas suscitando assim contendas e divisões gerando mais guerras entre eles. Utiliza-se desta tal razão por meio de uma línguagem retórica, na qual consegue por seus sofismos apresentar um certo bem com semelhança de mal, e o mal com semelhança de bem confundido os demais provocando desentendimentos entres os homens por pura vaidade.
O Estado na verdade é um contrato ou um pacto artificial para que se possa estabelecer a harmonia entre as ações dos homens em pró de uma conveniência multípla e bem comum. Somente o Estado tem o direito de dirigir e organizar os interesses dos homens.
Hobbes com esta sua concepção de que o Estado ou o contrato social é organizador de todos os homens na sociedade, coloca um fim naquela teoria de Estado de natureza, isto é, o homem naturalmente não é um animal sociável. Partindo assim desse seu pressuposto, ele acaba criando um Estado ou política absolutista, ou seja, sempre o poder permanecerá por direito unânime ao Estado que é o todo soberano. Assim sucede de que o Estado conseguiria cessar de uma vez por todas a "guerra de todos contra todos" que a princípio é o verdadeiro estado natural do homem, comportando-se sem nenhum tipo de lei tornando-se um homem que é " lobo do próprio homem".

Dentro de um Estado soberano o homem tem direito de exercer sua liberdade?

Hobbes sempre parte do pressuposto de que o homem não é um animal social, ou seja, é um animal que sempre vive em contendas e conflitos com os outros, possuindo por natureza própria uma competitividade entre si que gera inveja pelo bem do outro; o outro sempre querendo o que é seu, não medindo esforços para adquirir o seu bem, daí o papel do Estado de garantir através da lei, poder e soberanidade qualquer tentativa de usurpação. Portanto o Estado restringe qualquer tipo de liberdade indivídual. A única forma de manifestação de vontade é através de conceder sua vontade a um homem que esteja no poder (Estado), ou a uma organização ou conjunto de homens que possa reclamar sua vontade mediante a pluralidade de vozes a uma única vontade.
O Estado é na verdade um todo onde todos os indivíduos se reconhecem com um só, isto é, uma reunião de homens representa a vontade de cada indivíduo de maneira que todos reconheçam como o próprio autor de tudo que for decidido, fazendo de modo um juízo de vontade própria visando o bem comum de todos. Isto caracteriza uma renúncia múltipla de todos quanto a liberdade, pois se trata de um acordo onde a vontade e liberdade foi conferida totalmente ao Estado que passa a ser detentor do indivíduo.
Sendo o Estado detentor de todos os direitos dos indivíduos, ele impõe sua lei e respeito através da força e temor para que possa conseguir manter a paz interna e consequentemente a soberania e a protenção contra os inimigos.
O Estado, segundo Hobbes em Leviatã é um Estado Político.

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