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meditação

Quando somos "Gideões"

00:27, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Quando somos “Gideões”

Há dias em que tudo que fazemos não dá certo. Dias que parecem intermináveis e que nos vemos sem muitas soluções e nos sentimos pequenos.
Momentos que pensamos em desistir de tudo; até mesmo de Deus.
São tantas as chagas e problemas que não temos ânimos para nada, até mesmo de conversar com Deus. E são inúmeras as pessoas que se sente assim, e não estou falando das pessoas do mundo, dos incrédulos e hereges não; são pessoas que comumente sempre professaram grande fé e confiança em Deus; eu, você; são nossos familiares, nossos irmãos da fé, que por vezes são tentados a quererem desistir de tudo por causa das dores que cotidianamente nos desanima, e muitas outras pessoas pelo mundo.
Quantas vezes pensamos em jogar a toalha e dizer: __Chega;não dá mais para mim!
Um ato de desespero, que faz com que o inimigo mina em nossa mente que estamos sozinhos; e se não vigiarmos caímos nesta armadilha.
Quantas vezes não “Gideamos” para com Deus?
Quantas vezes não duvidamos de Deus?
E por se tratar de Deus, único ser perfeito e mantenedor de todas as coisas, ele nos entende, ele entende que somos falhos, fracos e pecadores e nos perdoa pelas coisas que dizemos em nossas fraquezas e continua conosco sempre, por mais que para nós mesmos pareça que estamos sozinhos. Mas ele está sim conosco e sempre estará.
Conta o relato na Bíblia no livro de (Juízes:6:11-16)... Que havia uma família que estava passando por duras dificuldades, era uma família temente a Deus. Mas era tamanha a dor que se ocupava neles, tantas tristezas que isso suscitou em desespero de não confiar em Deus.
Então um dos filhos desta família; Gideão, que era o que mais aparentava desespero, pois sua fé estava desfalecendo literalmente. Tanta fraqueza ocupava seu ser que até mesmo com a presença do Anjo do Senhor ele estava duvidoso.
Nos ( versículos 12 e 13) diz: O anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse : __ O senhor é contigo, homem valente .
Então Gideão respondeu: __ Ai, meu Senhor! Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?...
Quantas vezes não agimos como Gideão em nossas vidas? Quantas vezes Deus está mostrando que está ao nosso lado e não vemos e questionamos como Gideão?
Tantas vezes dizemos:__ Senhor estou orando dia e noite e não está adiantando, por que estou sofrendo tanto? Ou então não queremos mais que Deus esteja no controle de nossas vidas por duvidar da sua terna sabedoria e amor para conosco. Sim muitas vezes falamos e questionamos como fez Gideão, e como disse no começo; Deus em sua infinita misericórdia entende nossos momentos de desesperos e aflição e continua a nos dizer: __ Eu sou contigo, basta confiar em mim. Ele não vira o rosto para nós quando em aflição e desespero, nem mesmo em nossos devaneios e palavras inércias quando abrimos nossas bocas para falar com ele sem merecimento algum, pelo contrário, ele mesmo nos chama para conversar, para nos animar, para nos confortar, ele diz:__ Vinde e arrazoemos.(Isaias: 1: 18). Ele está pedindo para nós irmos até ele e conversar, falar de todo o coração o que está sentindo, ele está pedindo para nós fazermos que nem Gideão;__ Fale filho meu; o que está te agoniando? Por que duvidas? Deus quer que abrimos nossos corações e dizemos tudo o que estamos sentindo, pensando, duvidando, sem restrição.
Pode parecer loucura as vezes pensar que Deus está ao nosso lado com tanta dor e problemas que enfrentamos na vida... Mas pode ter certeza que sim; ele está. Ele morreu em uma cruz por um único motivo; por amor a nós, simplesmente por isso.
Ele quer nos mostrar a cada dia em meio as nossas aflições e dor, desespero e angústia que nosso lugar não é aqui. Que não devemos nos apegar a nada aqui e que dentro em breve todas as dores e tristezas, pesares e sofrimentos cessarão para sempre. Ele só pede que confiemos e entreguemos a ele todas as coisas, principalmente a nossa vida. Confiar incondicionalmente em seu poder. Ele nos coloca em situações para provar nossa confiança nele, e se realmente nos o amamos.
Quando a vida estiver dura, quando a dor parecer não ter fim, quando oramos e jejuamos dias após dias, quando todos os recursos parecerem não dar mais conta, é a hora que Deus está dizendo para nós: __ Filho agora é comigo...
É o momento que Deus age, como agiu com o salmista em (salmos: 46:10)
__ Aquietai-vos e sabei que eu sou

Conhecimento é tudo

21:18, Posted by Cleber Augusto, No Comment

É interessante que o ser humano tem a plena capacidade de desenvolver e evoluir com um destreza fenomenal. E também é fácil notar que por natureza própria ele sempre está em busca de..., ou do novo... de seu interesse. Interesse subjetivo, satisfação e tudo que lhe convém. Destarte disso, é alta a compusividade do consumismo no mundo todo."Seu deleite prazer materialista." ou "Consumo,logo existo."
Isto não acontece somente no Brasil, país sub desenvolvido não; acontece no Brasil, China,India, E.U.A, Europa e em todos os confins da terra. E também não acontece somente nas chamadas classes altas, elite não; todos se enquadram em uma única classe quando o assunto é consumir. "Um corpo, um só membro."
Pergunto: de onde vem tanta vontade, ou necessidade se assim for o jargão mais específico de se consumir tanto?
Somente uma coisa me resta para tentar entender este mundo consumista e materialista... Doença oriunda do egoísmo humano.
O mundo cegou ante tanta oportunidade, facilidade e variedade que lhes é apresentada. As ofertas são tantas que "sem" perceber os homens estão sedados pelo consumismo capitalista e egoísta. Não sabem quem são. O importante é ter e não ser.
Também "sem" perceber, as sociedades de todo o mundo está doente, fadigadas e a beira de um colapso. Todo este horror se dá sem que ninguém perceba realmente as desigualdade que se apresenta, não só material, mas também psicológico, emocional, temperamental e cada vez mais surgindo doenças, causa está do labor imensurável do egoísmo.
Como disse certa vez o pensador Renato Russo;"Nós perderemos entre monstros da nossa própria criação." E está declaração dele pode ser vista também como uma profecia , pois os monstros (tecnologia), que os homens criam estão acabando com a raça humana e com o planeta... Por que será que existe tanta "leitura de auto-ajuda" no mundo?. E Por quê será que aparece a cada dia uma nova fórmula de remédio para doenças depressivas? E o alto índice de violência e suícidio? Como explicar tudo isto? Será por causa do efeito "monstro" que criamos e deixamos de viver para somente se manutenciar, isto é, trabalhar para consumir. Dois empregos já não basta mais, tem que ter um terceiro para poder cumprir com o primeiro mandamento do capitalismo; "Sete dias trabalharás e em um consumireis."
Se o mundo tivesse tempo para leitura observaria o quanto é prazeroso parar um instante, em um lugar sossegado para poder descansar os olhos em uma deliciosa leitura e refletir que essa constante corrida pelo consumo é irascível, inútil e mortal. Quão satisfeito com certeza ficariam de saber que a leitura provoca bem estar, saúde, harmonia e principalmente conhecimento.
Há uma passagem no livro da bíblia, mais precisamente no livro de Oséias: 4:6, que diz o seguinte: "O meu povo está perecendo por falta de conhecimento..." palavras estas do próprio Deus. O mundo está morrendo por falta de conhecimento. É importante ressaltar em pleno século XXI, onde todos estão concentrados no mundo científico tecnológico, que as palavras de Deus não está dizendo que o mundo está perecendo por falta de tecnologia, ciência, consumo, dinheiro, comida, roupa, carro, celular etc...
Está perecendo por falta de conhecimento, não conhecimento científico tecnológico, material, capitalista não; perecendo por falta de conhecimento de si mesmo, por falta de conhecimento do próprio limite, por falta de conhecimento do próximo, por falta de conhecimento da natureza, por falta de conhecimento do que é o amor e principalmente por falta de conhecimento de querer conhecer a Deus.
O conhecimento que o homem tem através das ciências e outros conhecimentos estão fazendo com que a humanidade fique doente. Está mais estragando do que ajudando na qualidade de vida. A ciência faz com que as pessoas fiquem mais tempo ocupados com ela (ciência)do que consigo mesma ou com a família, aliás; que família?...
Somente quem começar a tirar o mínimo que for de tempo para leitura, começará a enxergar que toda esta corrida pelo consumo inveterado não trará a recompensa que tanto busca.
O conhecimento é tudo.
"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." João: 8:32

Existencialismo

02:08, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Corrente filosófica que trata da existência

A corrente filosófica do existencialismo,cujo seu maior representante é Jean Paul Sartre(diferentemente da corrente filosófica da existenz de Heidegger),defende a tese que quando nascemos não possuimos nem tipo de essência, ou seja, o simples fato de "existir" ( se fazer presente em vida digamos assim), não quer dizer que o homem possui uma essência.
Para Sartre o que irá constituir realmente a sua essência como ser existente é através de suas escolhas, isto é,a partir do momento que se decide escolher. Sartre sustenta a ideia que não há como se viver, ou existir sem fazer escolhas...
"O homem está condenado a ser livre.". Em suma ele diz que o Homem está em uma prisão em que somente ele pode escolher por si. Ser livre para Sartre é símile a escolher. Afirma ainda que até a não escolha se caracteriza uma escolha.
"Mesmo que exista um Deus, ele não pode escolher por ti."
A prisão ou condenação ao fazer alguma escolha cria no homem uma angústia. Segundo Sartre está angústia se manifesta pelo peso da responsabilidade de ser livre (de escolher), pois as escolhas sendo elas mesmas necessárias engendra no homem o medo, medo este de tomar decisões, que comumente são decisões ruins.Isto se torna uma condenação, todos são naturalmente forçados a tomar decisões, suscintado o medo de errar, gerando culpa, o arriscar-se. Mas sempre tendo que decidir, pois somente após fazer suas escolhas é que o homem constitui sua existência, adquire sua essência como ser. "O homem não é mais do que ele se faz."

A filosofia outros conhecimentos

01:58, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Filosofia Arte Religião Ciência
Objecto O SER (tudo o que é), existe O SER, tal como é para o artista O sagrado (a divindade) O SER dividido em partes
Método Interrogação e reflexão, origina respostas diversas Criatividade e imaginação Interrogação, reflexão e oração Rigorosos (uma única resposta), experimental
Resposta Subjectiva Subjectiva Subjectiva Objectiva
Linguagem Corrente e cuidada Plástica Metafórica Matemática, lógica e simbólica
Objectivos Procurar compreender a existência através da lógica e razão Agradar Tranquilizar o Homem através da crença (irracional) Explicação fundamentada

A filosofia e a ciência, sendo saberes distintos, têm, contudo, muitas características em comum: ambas são saberes racionais e, portanto, opõem-se ao senso comum. Tanto a filosofia como a ciência são saberes anti-dogmáticos e assentam na problematização.

Contudo, a forma como colocam os problemas é muito diferente: a ciência só coloca problemas que possam ser investigados através da experiência (observação e/ ou experimentação), enquanto que a interrogação filosófica não conhece limites.

Tanto a filosofia como a ciência são saberes metódicos, mas enquanto que na ciência todos os cientistas, dentro de uma mesma área, seguem o mesmo método, em filosofia cada filósofo tem um método adaptado às suas preferências pessoais e à sua visão do mundo.

O saber científico, por ser objectivo, é confirmável, ao passo que os enunciados da filosofia só podem ser fundamentados através da argumentação e são objecto de debate constante.

Há ainda um ponto em que a filosofia e a ciência divergem: a relação com o seu passado. Para a ciência o passado está morto, constitui uma história de teorias ultrapassadas que, se bem que tenham sido importantes enquanto aproximações às teorias actualmente em vigor, já nada têm de verdadeiro. No caso da filosofia já não é assim: o passado continua a dar sentido ao presente, pois o que os filósofos pensaram nas épocas anteriores continua a ter actualidade, continua a fazer sentido, quanto mais não seja devido à radicalidade da sua problematização e à originalidade das suas respostas.

Acepções do Belo

01:17, Posted by Cleber Augusto, No Comment

O conceito de belo (to kalón) teve, na cultura e na filosofia grega (séc a.C.), implicações morais e intelectuais que condicionaram o alcance do seu sentido estético...



Acepções de belo
Foram três as acepções fundamentais do belo que prevaleceram entre os gregos: estética, moral e espiritual.

Estético: No sentido estético, o belo é a qualidade de certos elementos em estado de pureza, como sons e cores agrádaveis, das figuras geométricas regulares,das formas abstratas, como a simetria e as proporções definidas, a qualidade, enfim, de toda espécie de relação harmoniosa. A beleza dos elementos puros repousa na sua adequação aos sentidos, sobre tudo à vista e ao ouvido.
Belo é o que agrada ver e ouvir.
O agrado estético, prazer de ordem superior, decorre mormente da atividade privilegiada desses dois sentidos, de natureza intelectual, a vista e o ouvido que estariam mais próximos da essência imaterial da alma.

Espiritual: A fruição da beleza, que participa tanto da inteligência quanto da sensibilidade, afeta moderadamente a alma (...) o verdadeiro prazer (belo), é inseparável da medida e da contenção, virtudes impostas pelas faculdades superiores da alma.

Moral: Na acepção moral, o belo é tido como o equílibrio das almas, que conseguem manter-se em perfeita harmonia consigo mesmas, a igual distância da vitrude e do vício, ocupando o meio termo da moderação, que constitui, a medida do bem.
O significado das três acepções analisadas, que se ligam entre si como facetas de um prisma, é a excelência e o grau de perfeição desejáveis nas coisas exteriores, na conduta e no conhecimento. Por isso é que a beleza, exteriorizando essa perfeição que o homem tende a alcançar, como ser racional que é, constitui fonte de prazer para os sentidos e para a inteligência, índice da vida feliz e alvo de louvores.
É facíl perceber que entre essas três espécie de beleza, a estética, que depende de condições sensíveis e formais, a moral, que se refere ao estado da alma, e a espiritual ou intelectual, do conhecimento teórico, existe uma relação (...), a estética, provocando um prazer moderado, ajusta-se ao equílibrio das faculdades superiores da alma, por ela estimulado; e é esse equílibrio, a beleza na acepção moral. Por sua vez, a beleza moral tende-se a contemplar-se na contemplação da verdade, estado que, para os filósofos é aquele que condiz com a natureza racional do ser humano.

Linguagem, Inteligência e Pensamento...

01:15, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Quais as diferenças e quais as relações?

Línguagem: São sinais ou signos que indicam as coisas, para que possibilite a comunicação entre as pessoas e expressão de ideias, sentimentos e valores. A línguagem também possuem outras duas funções: conotativa e denotativa. Que seria isso?

Função conotativa: Uma mesma palavra pode exprimir significados diferentes dependendo de quem a emprega.

Função denotativa: Indicam para as coisas que significam estabelecendo a sua comunicação entre as coisas e as pessoas.


Inteligência: É a parte cognitiva que recolhe os dados manifestados pela percepção, pela imaginação, pela memória e pela línguagem, formulando significados, estabelecendo e relacionando os sentidos do mundo em nossa vida e também dando sentido a ele (mundo).

Pensamento: Tem a função de separar, abstrair os dados, formula sob forma de conceitos e juízos, relacionando-os harmoniozamente pelo raciocínio (indução e dedução), análise e síntese, sempre com a intenção de uma busca de prová-lo voltado para um verdadeiro conhecimento.
A função do pensamento dentro destas suas características e função sobressai sobre os aspectos quanto a inteligência.

Suas relações...

Suas relações no entanto se tornam indispensáveis e inseparáveis, pois sem a co-relação seria impossível conseguir algum tipo de comunicação e consequentemente de um conhecimento valorado

O retrato de Dorian Gray (síntese)

01:11, Posted by Cleber Augusto, No Comment

É um romance ficticio, que se passa na Inglaterra no século XIX, vivido por um jovem de alta sociedade. A História de Dorian gray é um relato de um jovem que como muitos outros de sua idade vive a fundo a vida cercada de todas as vaidades possíveis da sua idade. Como todo o tipo de vaidade, há sempre um grande custo a se pagar e um caráter a se revelar. Dorian é envaidecido de si mesmo, mas a partir de um pintor (Hallward), que o convida para ser pintado por ele,que se revela um verdadeiro narcizista, é revelado em si um grande e incontrolável egoísmo. Impulsionado pelas amizades e seduzido pela beleza própria e prazer não enxerga outra coisa a não ser seu próprio mundo. Fora a partir do retrato que a personalidade de Dorian começa a aparecer. Ele fica tão fascinado com o seu retrato que começa a ter ideias transcendente do tipo a querer desejar que o retrato tenha vida animada, ou uma essência própria, uma ideia platônica de um mundo não sensível mas de uma perfeição imanente.
Na verdade o que Dorian começa a desejar é que o seu retrato tome forma real e que ao invés de ele mesmo envelhecer o retrato envelheça em seu lugar para que ele possa através deste (retrato), ver sua experiência de vida. Seus sentimentos por si mesmo são muito profundo, ele é a própria personificação do amor próprio. Porém como que por um fenômeno o desejo de Dorian é concretizado, podendo assim realizar sua "alucinações" pelo amor próprio e a arte de vier o novo.
Após tal fato Dorian projeta a sua vida em busca de um ideal de satisfação própria munida de paixão, sedução, e perigos. No entanto ao ver através do quadro seu destino se exaspera, isto é, vê com todas as propriedades seu fim.
Totalmente movido por uma artificialidade, personificado pela amoral vaidade, vê no retrato com que desejou o lado obscuro de sua alma. A partir daí começa um grande conflito com o quadro. Uma nova fase se apresenta em sua vida, um completo estado de choque lhe sobre vem, que o incita a destruir o quadro. A cólera é tamanha que ele acaba se matando e o quadro torna sua forma original.
Um preço muito alto a se pagar pela vaidade, uma auto-destruição e, não só isso uma destruição de modo generalizado, finalizando não só sua vida mas vidas de pessoas ao seu redor, acabando também com sua personalidade,moral, caráter e sonhos. Como dito no começo desta síntese, toda vaidade tem um preço. Esta é uma história que remete literalmente o narcizismo, no qual do mesmo modo enamorado por si mesmo acaba se afogando ao tentar abraçar-se.
É uma história com um teor muito grande do pensamento platônico, que envolve uma "realidade" idealista em busca de uma perfeição abstrata e transcendente. Este romance relata de forma bem nítida a visão platônica quanto a metafísica de Platão. É uma vida destinada a um mundo ideal.
Na verdade a leitura que faço desse romance é numa grande aparição da tese platônica, pois segundo a tese de Platão o verdadeiro ideal das coisas, ou seja, sua essência, são as coisas que não mudaconservado-as idênticas aos indivíduos. "(...) As coisas são belas, portanto, na medida em que participam da beleza Transcedente, que não nasce nem morre..."
Esta era a essência que Dorian Gray estava em busca, pertencer a uma realidade transcendente imutável, que o pudesse satisfazer todas as suas aspirações de desejo próprio.
É um romance de aspectos filosófico que remete tanto uma reflexão platônica quanto uma reflexão Narcizista mas que se encaixa bem na realidade atual quanto uma análise sobre os problemas que envolve nossos jovens hoje pela pura vaidade.



trecho retirado da tese metafísica de Platão
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Moral e ética

01:10, Posted by Cleber Augusto, No Comment

moral e ética

• Moral é uma palavra de origem grega que significa: > hábito, costume.
• portanto dentro da subjetividade do homem, ele pode ser provido de hábitos viciosos e virtuosos.

• Hábito_ > vício > má ação.
• > virtude > boa ação.

Portanto dentro de uma sociedade há regras e normas de conveniência que sempre irá visar o bem comum (virtude). A convenção quanto a ação ( hábito) do indivíduo se dará a partir da ética.
A ética por sua vez se dará através da convenção de livre ação, ou seja, sua utilização é de forma livre sem ser normativa a partir do que se entende dentro da expectativa do bem do próximo. A ética vai apresentar de forma livre o que é o bem comum a todos dentro de uma sociedade a partir da ação do sujeito. Isto é, vai aperfeiçoar o comportamento e ação do homem.

Quem pode estabelecer qual é o melhor bem comum?

01:08, Posted by Cleber Augusto, No Comment

O contrato social
Rousseau


Quem pode estabelecer qual é o melhor bem comum?

Rousseau defendia a "Vontade geral e não a maioria". Deixa claro que o bem comum não poderia ser definido por sufrágio, pois somando a maioria egoísta não se obtém o altruísmo e consciência civil.
Tende-se construir uma vontade geral com princípios que foque o bem comum, de maneira que possibilite alcançar o objetivo e necessidade de todos mantendo ainda a liberdade de cada indivíduo. O contrato social deve ser usado com um valor ético e não pela obrigatoriedade condicionada por uma imposição. Todos devem se tornar sociáveis, abandonar as individualidades para que se possa firmar como seres coletivizados sempre intencionados a pensar no próximo como um bem único.
O único que tem por direito de governar o Estado é a vontade geral, deixando os interesses peculiares e promovendo uma concordância necessária a todos.
Estando a vontade geral no comando do Estado, ela nunca será alienada, pois o governo sendo ele centrado no coletivo sempre visará a vontade geral que por sua vez nunca está relacionada por interesses indivídual de cada cidadão.
A vontade geral é na verdade a vontade do povo, e o soberano é o prório povo, ou seja, ele sempre definirá para si mesmo, pois ele é ao mesmo tempo legislador e soberano, que por sua vez pode mudar a soberania mas prevalece sempre a vontade.
A autonomia da soberania se consiste em escutar a opinião da vontade geral e nunca conceder alguma escolha que seja de aspecto individual ou particular. Da parte da vontade geral compete lhe a obediência e assim agindo constituirá como bem comum de modo que não venha a ser dissociada. Evitando então as meras falácias públicas permanecendo integra à utilidade pública. No entanto isto não quer dizer que o povo sempre terá a mesma opinião, porém a não concordância não conseguirá resistir por muito tempo, pois a vontade particular tende para uma preferência não participativa e não compartibilista dissociando do geral que é a igualdade.
Deve-se atentar a algumas dissemelhanças quanto à possíveis equívocos entre vontade geral e vontade de todos; este tem a intenção a preferências privadas, que não é mais que acúmulos de sua própria vontade e desejos particulares, enquanto a vontade geral pensa apenas no bem comum.
Para que a vontade geral prevaleça forte e soberana é necessário dissipar qualquer tipo de associação ou manifestação parcial que venha confrontar a atual ordem no Estado, para que consolide a cada indivíduo a liberdade de se expressar livremente.

Leviathan

01:05, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Leviathan (Thomas Hobbes)

Os homens vivem em sociedade instintivamente ou por necessidade?

Hobbes afirma que a espécie humana, ao contrário do animal não existe sociabilidade instintiva. Entre os homens não existe amor natural e sim uma intemperança com um certo misto de temor e necessidade que desencadearia em uma incontrolável violência não fosse a intervenção do Estado.
Segundo Hobbes o papel do Estado é disciplinar toda sociedade humana, com capacidade de eximir qualquer possibilidade que possa sustentar a vontade pessoal, por isso faz-se necessário que o Estado seja soberano, absoluto e poderoso, isto é, os homens teriam apenas o papel de sujeição ou subordinação ao poder estatal.
O homem não é um animal social como os outros animais tais como a formiga ou a abelha, por instintiva sobrevivência uma pela outra, formando uma verdadeira "sociedade", mas sim uma sociedade que conhece e faz guerra, pelo simples fato de estarem sempre em contínua disputa pela honra e status, engendrando assim entre eles a inveja e o ódio eclodindo gerras. Hobbes sustenta que o bem comum para o homem é o mesmo que o bem indivídual, sempre buscando o bem comum, ou seja, o bem do indivíduo tem que ser o mesmo que o meu, isso seria uma espécie de egoísmo natural prório do homem. Sua satisfação está em comparar-se com os outros homens.
Também faz parte do homem considerar-se como muito sábio, no entanto entre eles mesmos há os que se julgam mais sábios ainda que os demais com capacidade superior de governar, usando-se da razão para fazer suas implicações e críticas suscitando assim contendas e divisões gerando mais guerras entre eles. Utiliza-se desta tal razão por meio de uma línguagem retórica, na qual consegue por seus sofismos apresentar um certo bem com semelhança de mal, e o mal com semelhança de bem confundido os demais provocando desentendimentos entres os homens por pura vaidade.
O Estado na verdade é um contrato ou um pacto artificial para que se possa estabelecer a harmonia entre as ações dos homens em pró de uma conveniência multípla e bem comum. Somente o Estado tem o direito de dirigir e organizar os interesses dos homens.
Hobbes com esta sua concepção de que o Estado ou o contrato social é organizador de todos os homens na sociedade, coloca um fim naquela teoria de Estado de natureza, isto é, o homem naturalmente não é um animal sociável. Partindo assim desse seu pressuposto, ele acaba criando um Estado ou política absolutista, ou seja, sempre o poder permanecerá por direito unânime ao Estado que é o todo soberano. Assim sucede de que o Estado conseguiria cessar de uma vez por todas a "guerra de todos contra todos" que a princípio é o verdadeiro estado natural do homem, comportando-se sem nenhum tipo de lei tornando-se um homem que é " lobo do próprio homem".

Dentro de um Estado soberano o homem tem direito de exercer sua liberdade?

Hobbes sempre parte do pressuposto de que o homem não é um animal social, ou seja, é um animal que sempre vive em contendas e conflitos com os outros, possuindo por natureza própria uma competitividade entre si que gera inveja pelo bem do outro; o outro sempre querendo o que é seu, não medindo esforços para adquirir o seu bem, daí o papel do Estado de garantir através da lei, poder e soberanidade qualquer tentativa de usurpação. Portanto o Estado restringe qualquer tipo de liberdade indivídual. A única forma de manifestação de vontade é através de conceder sua vontade a um homem que esteja no poder (Estado), ou a uma organização ou conjunto de homens que possa reclamar sua vontade mediante a pluralidade de vozes a uma única vontade.
O Estado é na verdade um todo onde todos os indivíduos se reconhecem com um só, isto é, uma reunião de homens representa a vontade de cada indivíduo de maneira que todos reconheçam como o próprio autor de tudo que for decidido, fazendo de modo um juízo de vontade própria visando o bem comum de todos. Isto caracteriza uma renúncia múltipla de todos quanto a liberdade, pois se trata de um acordo onde a vontade e liberdade foi conferida totalmente ao Estado que passa a ser detentor do indivíduo.
Sendo o Estado detentor de todos os direitos dos indivíduos, ele impõe sua lei e respeito através da força e temor para que possa conseguir manter a paz interna e consequentemente a soberania e a protenção contra os inimigos.
O Estado, segundo Hobbes em Leviatã é um Estado Político.

Tímom de Atenas (Shakespeare)

00:59, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Tímon de Atenas (Shakespeare)


Uma história relatada contra um mundo de injustiça e amargura.
Tímon de Atenas é uma narração de desprezo transformada em pura indignação. E longe de nada significar, significa traição, vileza, ódio, hipocrisia e engano...

Tímon, um homem rico de Atenas que humildemente gastou todo seu dinheiro com seus amigos. quando via um deles pressionados pelos seus credores lhes pagava as dívidas. Quando alguns deles se casava os ajudava em sua nova vida. Quando oferecia grandes festas agadava-lhes com belos presentes, dinheiro e jóias. Porém seu criado sempre o advertia que sua generosidade o levaria a miséria. No entanto convecido de si mesmo pelos seus gestos de benevolência e acomodado pelos seus recursos não atentava as advertências de seu criado. Continuou gastando seu dinheiro com os amigos, até que, a recíproca de seu criado se tornou verdadeira, acabou na miséria, sem nada.
Quando a necessidade apertou e seus credores começaram a apertá-lo não passou em nenhum momento em sua cabeça que seus amigos o abandonasse e que o deixaria de socorrê-lo. Porém a real verdade fora contrária, um a um de seus amigos o rejeitara para dar alguma assistência, cada qual com uma desculpa menos cabível que a outra.
Tomado pela cólera e decepção, matutou uma vingança contra eles. Proporcionou mais uma daquelas festas como de costume e, convidou-os, só que desta vez ao invés de oferecer um banquete, serviu somente pratos com água quente. Antes mesmo que os "afáveis lobos", a quem por muito tempo os chamou ingenuamente de amigos pudesse se recompor do choque, jogou lhes água quente em seus rostos e atirando-lhes os pratos e expulsando-os de sua casa.
Após a amarga experiência de como é perigoso a atitude altruísta em um mundo egoísta, retirou-se da cidade e fora habitar em uma caverna na floresta. Ali descobriu que os animais tido com irascíveis eram mais tratáveis que os "animais denominado homens". Certo tempo quando cavava junto a entrada de sua caverna à procura de alguma raiz para se alimentar, encontrou ouro, "essa avareza que aprisiona o homem em uma eterna servidão desse produto amarelo". Mas para ele esse valor avaro tiha perdido por completo o sentido. O que lhe manifestava a despeito disto era apenas um grande desprêzo. Voltou a enterrá-lo e apenas ficou com algumas moedas para desprezar contra os "desprezáveis".
Essa descoberta, ao ser manifesta, ocorrera que vieram os cidadãos de tudo o que é canto de Atenas procurá-lo em sua caverna. Todos os tipos de pessoas, poetas, médicos, ladrões, políticos, prostitutas, pintores, mendigos, cada qual mais ambicioso do que o outro para reconcilar-se com Tímon. Concede a cada um um pouco de de ouro e após, como que um deus vingador, manda-os embora a gastá-lo nas destrezas de suas avarezas de sua cidade. Diz ele: " idê! Roubai uns aos outros. Há mais ouro. Matai degolai. Todos quantos encontrardes são ladrões. Saqueai os estabelecimentos de Atenas, que só roubareis de ladrões".
Para Tímon todos eram uma caterva de ladrões. Todos, com exceção de um homem; seu criado Flávio, que sempre esteve ao seu lado nas horas de angústia. Este gesto fiel de seu criado o convence que ainda existe alguma pequena confiabilidade e generosidade no mundo.
A história de Tímon de Atenas contempla um lado da vida que a remete em um grande "lago" de desespero e frustração. A vida perde totalmente o sentido. Nada no mundo passa a ter valor. A ingratidão e a traição é um golpe fatal. Sua vontade no entanto após diversas decepções era destruir e reconstruir um mundo de verdadeiros amigos. Seu fim porém, se dá na imensa perplexidade e desilusão pela vida, acaba se suicidando porque não suporta o descaso da desumanidade do homem para com o homem. Abre sua própria cova à beira mar e dá cabo ao pesadelo de sua vida.

"Melhor festejar os agradecidos vermes debaixo da terra do que os animais de de duas pernas que rastejam em cima".



minha vida...

00:40, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Filosofia...que é isto mesmo?

00:10, Posted by Cleber Augusto, No Comment

Filosofia... que é isto mesmo?
Como podemos pensar em filosofia em um momento em que quase que generalizado por todos os âmbitos e aspectos ela tem sido sufocada por uma sociedade existencialista doente?
A pergunta na verdade não seria está mesma a apropriada; e sim saber se ela; a sociedade patológica, sabe em pleno século XXI o que é filosofia; chegando eu mesmo a quase absoluta conclusão que não sabe, ou se sabe finge que não sabe, ou pior ainda ignora-a.
E partindo do pressuposto da palavra “ignora”, fica relevante a esta pauta a sociedade constituída por milhares de ignorantes que ao menos se dão o trabalho de refletir que a massificação da massa vem mesmo da massa.
Imagine que quando Mário Quintana em uma das suas antológicas poesias escrevera: “O pior analfabeto é aquele que sabe ler e não lê”. Vivemos uma realidade em que tudo é dominado em velocidade altíssima pela tecnologia, (que em minha opinião é a grande responsável por está sociedade doente), que se tem todos os recursos possíveis e imagináveis para que se possibilite a evolução intelectual. Mas infelizmente não é isso que se vê. Vemos e presenciamos o oposto, vemos a presença nítida da ignorância tomando conta da sociedade, vemos a fraude que a tecnologia causa na sociedade, vemos a arma bélica que ela vem se tornando e matando a sociedade. Quero deixar claro que a sociedade exibida aqui é a sociedade massa; por favor não vamos “confundir”...
Falar em filosofia para a sociedade massa em que seus concorrentes diretos são as mais diversas e variadas “promoções” ofertadas (Google,MSN,Orkut, facebook ...), e outras parafernálias é utópico.
Mas a questão que quero despertar é que não estou falando mais de uma sociedade onde “os menos favorecidos” eram tidos como “coitadinhos”, ou como; “Oh céu; Oh vida; Oh lugar !!... não; estou falando de uma sociedade que apesar da ininterrupta luta e dificuldade que desde de outrora sempre existiu e, que também bravamente resistiu por todos os tempos e lugares, tem tido sim sua façanha e chance de tentar melhorar, melhoria está não materialmente dizendo, e sim intelectualmente, pois hoje sim é possível pensar em algo mais concreto como uma real essência de sua existência com ser.
Basta querer se interessar, algo que a tecnologia roubou com suas “promoções” infinitas e “atraentes”, e que a sociedade massa em “sã” consciência admitiu, pois ela mesma se usufrui dela (tecnologia), para debutar-se com seus celulares, relógios, games e televisores TUDO DE ÙLTIMA GERAÇÂO, simplesmente para provocar o que Thomás Hobbes diz com inteira e completa propriedade em seu tratado político O Leviathãn; “ O estado natural dos homens é o egoísmo”. Ratifico; tudo de última geração; menos a forma de pensar. A ignorância é a mesma, e o egoísmo também...
A filosofia perde espaço ou até mesmo corre o risco de extinguir (Deus queira que eu esteja errado), por que a sociedade massa tem como prioridade a “utilidade” prática de consumo do bem material, ou seja, só lhes é útil aquilo que consome materialmente de efeito efêmero.
Fora constatado pela filosofia que a patologia sofrida pela sociedade massa é a alta porcentagem de materialismo e consumismo ingerido oferecida pela “matrix” capitalista tecnológica. No entanto a mesma (sociedade massa), recusa-se a aceitar a medicação oferecida pela filosofia, (conhecimento), preferindo até o presente momento permanecer em sua patologia terminal.